Heróis de Verdade

Sep 04
2009

A revista ISTO É publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Em ’Heróis de Verdade’, o escritor combate a supervalorização das aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

Read the rest of this entry »

Dez idéias para motivar sua equipe sem gastar dinheiro

May 29
2009

Geralmente, temos três cenários quando o fim do ano se aproxima: a empresa que está muito bem, vendeu muito, cresceu, ganhou e fidelizou clientes; a empresa que está mais ou menos, perdeu alguns clientes, ganhou um pouco, mas vendeu o suficiente para pagar as contas, não conseguindo grandes lucros; e a empresa que foi mal, cujos clientes foram comprar da concorrência e o lucro é apenas uma hipótese pouco provável.

A verdade é que todas as empresas, não importa em que cenário se encaixam, precisam motivar seus vendedores para o final do ano. Para algumas, esse é um período de altos volumes de vendas – isso geralmente acontece com o varejo – e, para outras, é um período de poucos negócios.
Porém, mesmo que você esteja ganhando muito dinheiro no início deste ano, que esteja programando uma comemoração regada a champagne francês, você certamente vai adorar motivar sua equipe gastando pouco.

Existem muitas coisas que podem ser feitas sem nenhum – ou quase nenhum – dinheiro para estimular a equipe. Vejamos dez idéias diferentes que podem ser, agora mesmo, facilmente colocadas em prática em sua empresa:
Read the rest of this entry »

Um pouco de bom senso sempre é bom

May 19
2009

18 de maio de 2009, 17:45 – Link Original

Redes sociais são legais, mas os criadores de conteúdo tem que entender que isso não significa que as pessoas se cadastram em qualquer coisa que aparece. E o cliente pedindo um Orkut no site dele.

Por Fernanda Martins

Sei que não sou referência para muita coisa, meus gostos não são comuns. Mas cada vez mais me sinto incomodada com as redes sociais.

Não com o Orkut, Facebook ou Linkedin. O que me irrita é essa moda de redes sociais, de todo site, toda marca, todo mundo querer ter a sua rede social.

Ok, o Brasil é o país das redes sociais. Maior número de usuários no Orkut, invadindo outras redes como Myspace, Facebook, Twitter, Hi5, Sonico… Isso não significa que as pessoas se cadastram em qualquer coisa que aparece, e é isso que os criadores de conteúdo tem que entender.

Todo site de culinária tem uma rede social para troca de receitas. Todo site feminino tem uma rede social para as usuárias trocarem experiências. Sites para mães têm redes sociais para que falem sobre a educação de seus filhos.

Não digo que isso não é útil. Todo mundo gosta de dividir experiências, contar histórias, passar receitas, mostrar conhecimento. Mas precisamos fazer isso sempre da mesma forma, dentro do mesmo formato? E sinceramente, responda: toda vez que você se inscreve em uma rede social dentro de algum site, quantas vezes você volta? Aliás, você se lembra de todos os perfis que você tem? Mantêm todos eles ativos?

A verdade é que se tornou tão bonito falar em “fazer coisas diferentes” e “interagir com o consumidor, participar” que social media virou moda. E como todo mundo associa social media com rede social, e rede social é a mesma coisa que Orkut aqui no Brasil, todos querem um Orkut dentro do seu site.

Ninguém se preocupa em realmente inovar? Em pensar algo diferente de verdade?

Como tudo na vida, as coisas só são grandes ideias quando estão dentro de um contexto, quando fazem sentido ou são necessárias. Fora isso, são só ideias. E as ideias que tenho visto por aí são medíocres.

E aí você está trabalhando, se esforçando para sair do medíocre e pensar algo que funcione, que seja diferente, e ouve alguém que deveria entender tanto de tendências quanto você (talvez até mais) sugerir “poxa, podemos criar uma rede social”. O que você faz?

Que fique claro: social media é uma das coisas mais incríveis da atualidade. É psicologia pura, estudo e entendimento de comportamento humano na forma mais primordial que existe, e isto é fascinante. E, analisando do ponto de vista publicitário, é uma ferramenta sem precedentes – desde que se saiba usar. Não existe nada mais desestimulante do que ver as pessoas encarando isso como fazem com TV, em formatinhos pré-determinados de 5, 15 ou 30 segundos.

Não existe receita para mídias sociais, e nem tiros certos. É algo a ser muito bem pensado, caso a caso. E dói ver a banalização com que as pessoas pensam nisso – seja aquelas que querem encontrar o pixel mágico que faz os vídeos viralizarem (assim, se economiza criando um comercial de TV bem besta, para ser visto no YouTube algumas mil vezes), ou as que são profissionais da publicidade e trabalham em grandes agências, mas que aparentemente enfiam Twitter, Blip e Orkut em qualquer job que entre na pauta. [Webinsider]

A importância do planejamento

May 13
2009

Vamos encarar os fatos: poucos são aqueles que sabem elaborar um projeto. E dessa vez não estou falando especificamente de software, mas também dele.

Quantas vezes você se pegou mexendo na sua agenda, atualizando, verificando a semana seguinte, especulando que atos vão levar até seus objetivos?

Sabem, ontem eu tive uma revelação. Uma visão do profissional do futuro por assim dizer. Estava eu em uma aula de TCC, há 13 dias da próxima fase de entrega.

Read the rest of this entry »

A melhor linguagem de programação é o programador

May 07
2009

Original de Carlos Brando

Quem acha que o mercado de software se resume à programadores e ao simples ato de escrever código não poderia estar mais enganado. Desenvolvimento de software tem tudo a ver com paixão.

Escolher uma linguagem de programação é quase como uma religião para muitos. Longas discussões são travadas sobre qual é a melhor linguagem ou sobre qual é a melhor metodologia a ser utilizada. Como se adotar uma determinada linguagem, ou uma ferramenta especifica fosse a resposta para o sucesso de um projeto ou a solução para o crescimento de sua empresa.

Read the rest of this entry »

O que a faculdade faz?

May 06
2009

Não sei se eu comentei por aqui, mas eu faço faculdade de Sistemas para a Internet, no CESUMAR, aqui em Maringá. É um curso ótimo que ajuda a desenvolver as habilidades para fazer sistemas online. Reparem na palavra, “AJUDA”. Você tem um custo, perde seu tempo e não vai sair da faculdade sabendo fazendo nem um site se não correr atrás.

Ai você me pergunta:

Pô Juliano, então você está me dizendo que eu to jogando meu dinheiro fora? Que se eu quiser realmente aprender vou ter de me virar?

Read the rest of this entry »

Popularidade em tempos de web

Apr 30
2009

Vamos lembrar um pouco os tempos de escola. Todo mundo sabe o que é ser popular. É aquele cara, que por merecimento ou não todo mundo conhece, quem não o inveja, odeia. Essa pessoa é conhecida em seu meio, bem conhecida por sinal, e isso certamente abre muitas portas na sua vida profissional, social e o que mais vier.

Como estamos em tempos de mídias sociais, vejo muita gente preocupada em não parecer parte do grupo dos excluídos. Aquele grupo, aquele mesmo, que é diferente, pensa diferente, talvez meio fora do padrão, mas que com certeza não entra na faixa de popularidade. Eu sei que esse tipo de discriminação acontece desde que os tempos de Adão, mas voltemos ao focos das mídias sociais.

Orkut, linkedin, facebook e twitter. Tudo ou quase tudo que se escreve em ambientes como esse pode e talvez irá ser lido por várias pessoas e todas vão avaliar o que você escreveu.

Read the rest of this entry »

O direito ao palavrão

Apr 24
2009

Gente, tem um tempo eu estou correndo do Ctrl+C e Ctrl+V mas esse texto é excelente. Se é do Veríssimo eu não sei, mas o cara que escreveu é um gênio.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”.

O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não” o substituem. “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepne”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o- pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda- se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.

Grosseiro, mas profundo… Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo…”

Original em O direito ao palavrão – Luis Fernando Veríssimo.

As dúvidas de um homem de quase 30

Apr 12
2009

Para quem não sabe, em julho agora faço meus 30 anos. Uma data muito marcante para mim.

Eu estudo a informática (ou computação) desde 1989 e pude ver muitas mudanças nas tendências, desde àquela época até os dias atuais. Naquele tempo a tela era de duas cores (VGA e SVGA), os computadores guardavam no máximo 10MB (coisa de gente rica) e quase qualquer programa roda nos disquetes de 720KB.

Nos anos seguintes eu vi o SuperCalc, o Lotus 123, o dBase e o WordStar como as coisas mais incríveis do reino da informação. E não havia entretenimento melhor do que o Prince of Persia.

Os anos foram passando e sempre me interessei por programação. Meu sonho de infância era criar meu próprio jogo, coisa que abandonei há bastante tempo. Mas continuei na programação e aprendi o meu esquecido Clipper 5.2 (um clássico) e anos mais tarde a ferramenta que me sustenta até hoje, o Delphi.

Não pretendo falar mal do Delphi, mas acredito que o poder dele na minha vida deve acabar. Nada do que se faz hoje em dia segue a maneira com que se trabalha nessa ferramenta. Por isso tento tão desesperadamente me livrar dele e aprender novas ferramentas.

Entendam, isso não é o desabafo de um cara de meia idade, até porque só consideram de meia-idade as pessoas de 40. Uma conta que eu considero injusta. Acredito que as pessoas de meia-idade, levam esse nome porque estão no meio de sua vida produtiva, ou por assim dizer, no meio de suas vidas. O auge, o topo. Depois dali é só declínio.

Posso afirmar com certeza quase que matemática que uns 70% dos meus concorrentes, ou das pessoas que se destacam em suas áreas nasceram nos anos em que eu digitava no WordStar. Olho para minha turma de faculdade e confirmo isso quase todas as noites.

Falando dos meus concorrentes, sempre gostei de pensar que tenho vantagens sobre eles. Sei um inglês bem porquinho, que aprendi no colégio, treinei com filmes sem legendas e músicas de bandas esquecidas. Mas acima disso, sempre pensei que minha experiência seria meu grande diferencial, afinal, vi a internet chegando a minha cidade (Paranavaí) e vi as mudanças dos sites daquela época pra hoje.

Mas voltando a falar de programação, ou das dúvidas que citei no título, conversei esse final de semana com um bom amigo meu, que conheci na faculdade. Ele hoje está em Curitiba, trabalhando com web. Não sei dizer o ramo específico, porque sempre que pergunto, nunca entendo bem a resposta. Basta dizer que lida com a web.

Contei a ele das coisas que ando estudando (JAVA, CSS e UML). Qual não foi meu desapontamento, ou o dele também, ao ouvir essas palavras. Vou tentar transcrever um pouquinho dessa conversa:

enquanto se fala de scrum, tu estuda uml.

enquanto se fala de rails, tu estuda java

enquanto se fala de microformats, tu estuda css

Um detalhe importante, sobre o amigo, ele deve ter pelo menos 10 anos menos do que eu.

Eu poderia passar o resto da noite falando de várias dúvidas que isso trouxe, mas vou focar nestas:

  • A minha tão aclamada experiência realmente é uma vantagem nesse momento?
  • Com tanta coisa nova surgindo e nada disso sendo debatido no mundo acadêmico, de que vale ter experiência naquilo que está prestes a morrer?
  • Essa experiência que deixou minhas mãos por 20 anos em cima dos teclados, que me fez achar o mouse uma novidade formidável,  me vale de alguma coisa?

Pois eu acho que sim. Essa experiência hoje me faz ver e filtrar as novidades. Me faz muito mais tranquilo defronte às mudanças e principalmente, me faz perceber rapidamente quando estou errado e corrigir para tornar aquilo que faço melhor.

Escravidão no Brasil

Feb 12
2009

A escravidão, também conhecida como escravismo ou escravatura, foi a forma de relação social de produção adotada, de uma forma geral, no Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas foram vítimas desse processo.

Os escravos foram utilizados principalmente em atividades relacionadas à agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.

A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. No entanto, o trabalho compulsório e o tráfico de pessoas permanecem existindo no Brasil atual, a chamada escravidão moderna, que difere substancialmente da anterior.

Leia Áurea

Link completo no Wikipedia

PS.1: Não sei porque, deu vontade de escrever (ou copiar) algo sobre o tema.

PS.2: Essa imagem acima é a lei áurea, que foi assinada a lápis, como a imagem acima comprova.