
Rio – Para quem pretende usar a Internet como ferramenta de negócios, estar online não basta. É preciso aparecer com destaque para dar o seu recado. E aparecer significa estar entre os primeiros do Google. Os números são contundentes: a ferramenta de buscas responde por 80% das pesquisas feitas por internautas brasileiros, dos quais 60% clicam em links que aparecem na primeira página dos resultados e 80% nos links que aparecem até a terceira página. “Se você não está nas três primeiras páginas, você está invisível”, explica Paulo Teixeira, especialista em SEO de sites e professor da pós-graduação em Marketing Digital da Facha (Faculdades Integradas Helio Alonso).
Baixe o guia de SEO para iniciantes (em inglês)
Teixeira trabalha há 10 anos como profissional da web, oito deles dedicados à otimização de sites para ferramentas de buscas, ou SEO (sigla em inglês). Trata-se de um conjunto de técnicas que visam melhorar o posicionamento dos sites nos resultados das buscas, principalmente no Google. No exterior as empresas já investem na área, que por aqui começou a despertar interesse apenas em 2007. “O mercado é novo e vem ganhando espaço”, diz Robert Rodrigues, gerente de Mídias Sociais da Agência Frog, especializada em marketing digital e redes sociais.
Otimizar um site significa organizar sua estrutura de forma a facilitar o trabalho dos mecanismos de busca e criar uma boa reputação para seu site, de modo que ele seja apontado por outros.
O objetivo final deve ser entregar ao internauta o resultado mais adequado ao que ele procura. Isso significa tentar tirar o máximo proveito dos mais de 200 critérios usados pelo Google nas buscas. O Google publicou um guia de SEO para iniciantes em seu blog onde ensina apenas as linhas gerais, sem dar detalhes.
Entre as recomendações estão, por exemplo, dar títulos simples e precisos para cada página do site, nomear as páginas com termos relacionados a seu conteúdo, usar uma descrição concisa “escondida” no código da página (meta tag “description”).
A otimização influi apenas na parte “orgânica” das buscas, ou seja, não influi nos links patrocinados, que aparecem acima e à direita dos resultados do Google. Segundo Teixeira, como o internauta, com o passar do tempo, tende a não clicar preferencialmente nos links patrocinados, aparecer bem nas buscas orgânicas é bom negócio para as empresas.
Contudo, não há como garantir o primeiro lugar nas buscas, e os efeitos só aparecem a longo prazo.Em resumo, o trabalho consiste em selecionar as palavras-chave mais adequadas ao conteúdo do site, reformular o site em função dessa seleção e construir reputação, sendo apontado por outros sites. “O trabalho de SEO tem que começar antes da construção do site”, diz Robert Rodrigues.
(Fonte: O Dia)
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