O espírito de grupo

Vejam o quanto é perigoso se implantar algo sem o devido conhecimento, maturidade e experiência.

Antes de começar é importante esclarecer minha opinião sobre esse assunto: CMMI e Scrum podem conviver muito bem juntos. Mas é fundamental que você saiba o que está fazendo.

Existe uma área do CMMI chamada medição e Análise. Nela trata-se de fazer um acompanhamento rigoroso e ativo do projeto usando-se as métricas pré estabelecidas no Plano de Medição e Análise. Simples não? Não. Como medir uma equipe ágil? Horas trabalhadas? Story points entregues?

Para dizer a verdade, eu não estou pensando em dar essa resposta. Só falo de uma diretriz fundamental. Uma que nem mesmo é citada no Manifesto ágil, imagino que por estar subentendida. Não faça estimativas e medições sobre a produção das pessoas. São equipes, mais que isso, times.

Ao fazê-lo, trocamos cooperação por competição. As pessoas vão passar a se perguntar porque devem ajudar os demais colegas se isso só atrapalha as suas metas individuais.

Claro que há o risco inerente. O de cairmos numa experiência socialista, como já citei num post anterior. Mas as vantagens superam as dificuldades. Ao colaborar, indivíduos aprendem mais, assim como nossa espécie evoluiu pela troca de gametas, desenvolvedores crescem trocando informações. Num ambiente colaborativo não temos super heróis. Claro que há os destaques e a equipe os respeita, mas o foco é o crescimento do todo, não da parte.

Mas se você conhece um pouco de história sabe que os heróis são os que vão a frente na batalha, portanto, os primeiros que morrem. Quando a batalha acaba, como você quer estar? Morto ou no exército vencedor?

Posted on: 1 de abril de 2013, by : juliano

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