We don’t need new moviments!

Acho bem interessante o nascimento de um movimento novo. Tudo começa com um descontentamento, uma desilusão, uma vontade de ser mais do que se é hoje. Alguém olha para o status atual e percebe que aquilo pode até estar bom, mas podia ser melhor, podia ser mais. Nesse dia nasce um novo movimento.

Esse movimento pode ser de qualquer natureza, social, religiosa ou no meu ambiente, em desenvolvimento de software. Alguns anos atrás, 2001 precisamente, um grupo de desenvolvedores que estava insatisfeito com o status quo atual, insatisfeito com o gerenciamento proposto por pessoas de fora do mundo do software, que não entendiam o contexto e a natureza do que fazíamos, escreveu um grito de liberdade, quase uma expressão de revolta.

Isso foi bom quando Royce escreveu seu artigo apelidado de cascata, foi bom quando escreveram o manifesto famoso, foi bom quando inventaram Scrum, Kanban, XP, Radical Management, Management 3.0, enfim, todos os dias estão surgindo novos movimentos porque alguém acha que faltava algo no anterior.

Mas hoje, precisamos de novos movimentos? Precisamos de outras metodologias, frameworks ou novas maneiras de fazer as coisas? Precisamos de mais um novo selo, uma nova marca, uma nova indústria toda para apoiar a disseminação de informação valiosa?

Vi movimentos novos tentarem surgir e serem afogados pela indústria existente. Vi pessoas que são referência atacarem ridiculamente os outros movimentos, por serem diferentes do seu. Infelizmente a razão foi suplantada pela paixão.

Eu comecei a minha vida na agilidade, pela leitura do livro do Henrik Kniberg, Scrum e XP das trincheiras. Cara, como esse livro foi bom para mim. Para quem não conhece (e deveria) o livro fala da experiência que o autor teve testando práticas ágeis na sua equipe, mostrando o que funcionou e o que não funcionou no seu contexto. Isso felizmente formou a forma como eu vi essa coisa toda de agilidade.

Tudo são hipóteses, nada está provado. Não é porque funcionou ali que deve funcionar aqui sem questionamentos. Teste e valide cada prática em seu contexto. Veja que não estou falando de metodologia e sim de prática. Entenda-as profundamente e teste sua aplicabilidade em sua equipe. Certa vez ouvi o amigo Alexandre Freire falando que agilidade é como um grande buffet. Todos os pratos estão postos e você deve se servir de acordo com a sua necessidade. E com isso eu concordo demais.

Do que você tem fome hoje? Sirva-se à vontade e até a próxima!

revolucao

Posted on: 5 de Março de 2015, by :

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